Conheça o Direct Box

Como condicionar o sinal do seu instrumento para conectá-lo adequadamente em equipamentos de sonorização (P.A.) ou de gravação.
Certamente você já deve ter visto ou ouvido falar de uma “caixinha” que é conectada entre o instrumento e a mesa de
mixagem, chamada de Direct Box, ou simplesmente “DI”.
Dependendo do caso, esse equipamento pode ser fundamental para que se obtenha uma perfeita adequação do sinal do instrumento.
Em muitas situações pode ser necessário conectar a guitarra ou o baixo diretamente ao mixer, em vez de microfonar o som do amplificador. O problema é que ao se conectar uma guitarra ou baixo diretamente à entrada de um mixer o som não fica bom, pois os captadores comuns geralmente produzem um sinal de nível baixo e possuem alta impedância de saída, incompatíveis com as entradas dos mixers, que geralmente possuem impedância relativamente baixa e esperam sinais de nível mais alto.
A incompatibilidade de níveis tende a produzir ruído, pois o pré-amplificador do mixer tem que compensar aumentando o ganho. Já a incompatibilidade de impedâncias, além de também afetar o nível, pode produzir alterar a resposta de freqüências. Por exemplo, ao se conectar uma guitarra diretamente à uma entrada com impedância muito baixa pode não afetar muito o nível, mas causa uma perda na resposta de freqüências altas, deteriorando o som original.
Uma boa Direct Box pode compatibilizar as impedâncias e ajustar adequadamente o nível, sem
introduzir ruído significativo. Outra vantagem da Direct Box é evitar a degradação do sinal quando são usados cabos muito longos. Por exemplo, ao se conectar um sintetizador a um mixer, estando ambos muito distantes um do outro, fica-se mais sujeito a interferências eletromagnéticas no cabo. Se o sintetizador for conectado a uma Direct Box, esta dará um ganho de nível e baixará a impedância, evitando os ruídos indesejáveis (“hum”, etc). Por isso a Direct Box deve estar localizada o mais perto possível da fonte do sinal.
As Direct Box modernas utilizam circuito eletrônico ativo, e possuem as seguintes características:

– Impedância de entrada alta: É recomendável uma impedância de 220 k-ohms a 500 kohms. Mas uma impedância muito alta (acima de 1 M-ohm) tende a captar mais ruído elétrico e interferência.

– Impedância de saída baixa: É recomendável uma impedância abaixo de 1 k-ohms (idealmente, 600 ohms), com sinal de saída adequado para entrar em equipamentos com nível de +4 dBu.

– Chave de atenuação na entrada: Em algumas situações pode ser necessário pegar o sinal na saída do alto-falante do amp, ao invés de microfoná-lo, o que irá requer uma atenuação da ordem de 30 a 40 dB.

– Opções de saída: Embora na maioria das vezes a saída da Direct Box deva ser através de um conector balanceado XLR, é útil ter a opção de saída em conector TRS de 1/4″, balanceada ou não.
- Chave de terra: É interessante haver uma chave de “ground lift”, que possa cortar a conexão do terra da entrada para a saída, de forma a evitar os indesejáveis “loops” de terra. Mesmo quando se corta essa conexão, não se perde a proteção contra interferências, uma vez que as blindagens dos cabos permanecem conectadas aos
respectivos terras de entrada e de saída.
- Alimentação: As melhores Direct Box podem ser alimentadas tanto por bateria interna
quanto pela phantom power vinda do mixer.
Uma palavra final diz respeito à tecnologia do circuito usado na Direct Box. Hoje, tem-se  diversas alternativas, com circuitos transistorizados, valvulados e até mesmo circuitos digitais.
Obviamente, cada tipo de circuito produz uma diferença de sonoridade. Muitos preferem as  Direct Box valvuladas, por produzirem uma coloração mais adequada à guitarra, enquanto  outros preferem o som mais limpo possível.

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