Como fazer a correta leitura de capacitores de cerâmico e poliéster.

 


Capacitores cerâmicos

O problema ocorre devido a precisarmos representar valores com as casa decimais, por exemplo: 1,2pF; 1,5pF; 1,8pF; a incrição no corpo do componente, normalmente é feita utilizando-se um ponto (.) entre os números ou a letra p, que não significa a palavra ponto, mas sim picofards, ficando inscrito;

1p2; 1p5; 1p8


Capacitores cerâmicos com casa decimal -IMG-02

de forma a representar 1 picofarad e 2 décimos, 1 picofarad e 5 décimos e 1 picofarad e 8 décimos respectivamente, como mostra IMG-02.

Quanto a inclusão de zero na codificação, a convenção de identificação impressa no corpo no componente se modifica a partir dos valores acima das centenas de picofarads.

A codificação segue a seguinte convenção:

– Os dois primeiros números impressos especificam o valor da capacitância.

– O terceiro número indica o número de zeros que há após os dois primeiros números.

Similar a codificação de resistores, só que nos resistores usamos um código de cores e para cada cor existe um número correspondente, e a terceira faixa indica a potência de dez (10a) com os capacitores usamos números mesmo, apresentado na IMG-03.

Sendo assim, 100pF; 120pF; e 150pF, são codificados como:

101; 121; 151

porque só temos um zero após os dois números marcadas.

10+0= 100pF ou 10×10(1)

12+0= 120pF ou 12×10(1)

15+0= 150pF ou 15×10(1)

Todos os valores dados em picofarads (pF)

Nos demais casos temos:

102; 122; 152;

serão lidos como, respectivamente:

10+00= 1000pF (1nF) ou 10×10(2)

Incrição como potência de 10 – IMG-03

Incrição em nanofarads – IMG-04

15+00= 1500pF(1n5F) ou 12×10(2)

Para reforçamos o seu entendimento
temos:

103; 123; 153

Serão lidos como respectivamente:

10+000= 10000pF(10nF) ou 10×10(3)

12+000= 12000pF(12nF) ou 12×10(3)

15+000= 15000pF(15nF) ou 15×10(3)

Uma vez entendida a codificação em picodarads, como a sua respectiva potência de
dez, passemos a codificação expressa em nanofarads.

Para valores de 1000, ou 100000 picofarads, na codificação podemos suprimir os zeros
da potência de dez e substitui-los por uma letra n minúscula; já que sabemos
que 1n=1000p.

deste modo, para os valores apresentados temos a seguinte codificação:

1n; 10n e 100n (farads); tendo o seu valor exatamente como é lido, IMG-04.

Na faixa de 1000pF a 8200pF, temos capacitores comerciais com valores de 1200, 1500,
2200pF, etc… a codedificação não é feita colocando-se o n minúsculo no lugar do
ponto (ou virgula), ou seja, da forma correta:

1n2, 1n5, 1n8, 2n2, etc.


Inscrição em nanofarads com casa decimal

Existe também a possibilidade de especificarmos uma capacitância em microfarads(uF), relembrado que : 1pF = 0.001uF ou 1pF = 10(-3)uF.

Desta forma, os capacitores de 1000; 1500. 1800; 2200 picofarads que correspondem respectivamente a 0,001; 0,0015; 0,0018 e 0,0022 em microfarads, tem a seguinte codificação no componente:

,001=1000(pF)

,0015=1500(pF)

,0018=1800(pF)

,0022=2200(uF)

Utiliza-se o ponto para substituir o zero vírgula (0,), uma vez que o corpo do componente não é bastante largo para ler tantos números impressos.

CAPACITORES DE POLIÉSTER

Os capacitores de poliéster, a exemplo dos capacitores cerâmicos utilizam vários tipos de codificação para um mesmo valor de capacitância; mas sempre baseados nas escalas de representação em pico, nano e microfarads.

Sendo assim, um capacitor de 10000 picofarads pode ter seu valor representado de três formas diferentes:


Formas de inscrição para 10.000 picofarads

10n ou 0.1 ou u01

Conforme indicado na IMG-06.

Na prática a letra u substitui o 0,; passando a representar estão 0,01 microfarads por
u01.

Onde encontramos capacitores com a impressão:

u1; u47 e u82

podemos ler, respectivamente:

0,1; 0,47 e 0,82 microfarads.

Um capacitor de poliéster tem a codificação de seu valor capacitivo, um tanto quanto confusa para o principiante.

Por exemplo um valor impresso:
.1K

pode ser interpretado erroneamente como sendo de 1000 picofarads, porque a letra K é muitas vezes subentendida como Kilo(1000), o que neste caso está errado, porque K, nesta situação indica a tolerância do capacitor.

Um caso pior do que este é a inscrição:

.1M50

Qual seria a leitura errada, a qual somos induzidos a fazer?

Observe que podemos ler erroneamente esta inscrição como que simbolizando uma capacitância de 1,5uF; porque a letra M algumas vezes é considerada como microfarads, e como o u tem substituído o ponto em muitos casos, temos uma
interpretação errada do valor impresso.

 

 

TABELA 01
PICOFARADAB
111p0
1,21.21p2
1,51.51p5
1,81.81p8
2,22.22p2
2,72.72p7
3,33.33p3
3,93.93p9
4,74.74p7
5,65.65p6
6,86.86p8
8,28.28p2
101010
121212
151515
181818
222222
272727
333333
393939
474747
565656
686868
828282
100101n1
120120n12
150151n15
180181n18
220221n22
270271n27
330331n33
390391n39
470471n47
560561n56
680681n68
820821n82
10001021n

Como identifica-la corretamente?

Para isso devemos saber que as letras M, K e J impressas junto aos valores
numéricos no corpo de um capacitor, indicam a sua tolerância conforme a seguir:

– M=20% de tolerância

– K=10% de tolerância

– J=5% de tolerância

Sendo assim, retomemos o valor impresso:

.1M50

A sua leitura correta seria:

– o primeiro dígito 1 – indica valor numérico do capacitor

– o segundo dígito – M – indica valor numérico do mesmo, no caso 20%

– o terceiro dígito – 50 – indica tensão de trabalho do capacitor

.1uF = 100000pF +- 20% com a tensão de trabalho=50v

Devemos salientar que os capacitores de maior distribuição no mercadol, se encontra na faixa de tolerância de 20% no caso o M.

Capacitância com tolerância menores do que 5% não são fáceis de serem encontradas no comércio, e quando são encontradas, apresentam um custo elevadíssimo, comparados aos de valores comercialmente existentes (10%, 20% e 5%).

A tolerância indica que o valor real do componente, não é exatamente aquele marcado no seu corpo, podemos ter seu valor variando dentro da faixa indicada na tolerância.

Um capacitor que tem a letra M incluída no seu código; tem sua capacitância nunca maior ou menor do que 20% do valor inscrito na peça, podendo variar

7%, 10%, 15%, etc.

Na prática sabemos que muito raramente um capacitor tem o valor de sua capacitância variando para menos, mais sim na maioria dos casos sempre variando para mais.

Para observamos o porque da tolerância devemos ter em mente a constituição física de um capacitor, que consiste de duas lâminas condutoras, separadas por um dielétrico que é depositado, espalhado entre elas, sendo que isto indica a sua capacitância.

Para os valores de tolerância inferior a 20%, a tecnologia de fabricação é mais moderna e apurada, aumentando o seu custo, bem como a sua qualidade.

Ressaltamos que os números impressos após as letras M, K ou J, indicadores da tolerância, indicam o valor de tensão de trabalho do capacitor.

Quando temos impresso:

.15M50

temos:

– valor da capacitância – .15uF ou 0.15uF ou 150.000pF ou 150nF

sua tolerância – M – 20% (de 120.000pF a 180.000pF).

– Sua tensão de trabalho – 50V(volts)

No caso:

.1K100

temos:

– valor da capacitância – .1uF ou 0.1uF ou 100.000pF ou 100nF.

– valor da tolerância – K – 10% – de 90.000pF a 110.000pF

– Tensão de trabalho – 100V (volts).

Como parte final, devemos frisar que alguns códigos com postos por números e letras podem vir impressos antes do código referente ao valor da capacitância, separado deste por um hífen (-).

Este código indica o modelo do capacitor para o fabricante, por exemplo; podemos
encontrar a inscrição:

2A – 102

 

 

TABELA 02
PICOFARADABCD
1.0001n.001 102
1.2001n2.0012 122
1.5001n5.0015 152
1.8001n8.0018 182
2.2002n2.0022 222
2.7002n7.0027 272
3.3003n3.0033 332
3.9003n9.0039 392
4.7004n7.0047 472
5.6005n6.0056 562
6.8006n8.0068 682
8.2008n2.0082 822
10.00010n.01u01103
12.00012n.012u012123
15.00015n.015u015153
18.00018n.018u018183
22.00022n.022u022223
27.00027n.027u027273
33.00033n.033u033333
39.00039n.039u039393
47.00047n.047u047473
56.00056n.056u056563
68.00068n.068u068683
82.00082n.082u082823
100.000100n.1u1104
120.000120n.12u12124
150.000150n.15u15154
180.000180n.018u18184
220.000220n.22u22224
270.000270n.27u27274
330.000330n.33u33334
390.000390n.39u39394
470.000470n.47u47474
560.000560n.56u56564
680.000680n.68u68684
820.000820n.82u82824
1 microF111u105

tabela de identificação para capacitores de poliéster

Que significa:

2A – modelo de capacitor

102 – valor de capacitância- 10 x 10(2)pF = 1000pF

Na TABELA-01 apresentamos uma tabela que pode ajudar a decifrar os códigos indicadores das capacitâncias desses capacitores cerâmicos: na primeira coluna indicamos o valor da capacitância como está estampado no corpo do componente, expresso em picofarads.

Na segunda coluna – (A) o valor da capacitância como é expresso no código em que o terceiro dígito, o número de zero ou potência de 10.

Na terceira coluna – (B) – a apresentamos a notação onde as letras P e N aparecem, no lugar de uma vírgula.

Na IMG-08, apresentamos uma tabela similar para capacitores de poliéste; onde na primeira coluna, temos o valor expresso em picofarads, e nas outras colunas como normalmente estes valores vêm impressos no corpo do componente. Na coluna – (A) – a letra n é colocada no lugar de uma vírgula e esta indicação

expressa valores em nanofarads.

Na coluna – (B) – a representação é feita através de um ponto(.) no lugar do zero vírgula(0,) e o valor esta na faixa do microfarads.

Na coluna -(C) – a letra grega u, substitui o ponto(.) e a capacitância também a potência de 10 ou o número de zeros a ser acréscidos aos dois primeiros para dar o valor de capacitância, no caso da escala de picofarads.

Deve ser lembrado que as letras K, M e J indicam a tolerância do capacitor e os números que seguem estas letras indicam a tensão de trabalhor.

Com estas dicas, esperamos que a indentificação doso capacitores já feita de uma forma mais simples e correta.

A importância deste componente é muito grande, já que um valor inadequado pode
comprometer o funcionamento total do circuito ao qual está acoplado

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